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259 Artigos - NOSTALGIA
96 - ALBUM PERDIDOS NO ESPAÇO
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O álbum Perdidos no Espaço, chegou às bancas brasileiras, graças a iniciativa da saudosa Editora Verão. Esta mesma empresa, já havia editado em 1966, Bonanza, marcando sua estréia no segmento de álbuns de seriados. A partir daí, foram, aproximadamente, 11 publicações, fechando o ciclo com o álbum “Pra Frente Brasil e mesmo não tendo dedicado toda a sua produção a programas de TV, a Editora Verão deixou muitas saudades. Perdidos no Espaço foi um dos melhores álbuns de figurinhas de todos os tempos.
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98 - BALANÇA MAS NÃO CAI
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Um dos maiores sucessos da Rádio Nacional na década de 1950, Balança Mas Não Cai chegou à TV Globo em 1968, dirigido por Lúcio Mauro e apresentado por Augusto César Vannucci. Em um mês, o programa criado pela dupla Max Nunes e Haroldo Barbosa já era líder de audiência, e os bordões de personagens como Ofélia (Sônia Mamede) – “Eu só abro a boca quando tenho certeza!” – eram repetidos em todas as rodas de conversa. O formato era semelhante ao consagrado no rádio e se baseava nos moradores de um decadente edifício-cortiço, como os muitos erguidos devido à crise habitacional que o Rio de Janeiro, na época capital federal, atravessava no início dos anos 1950. Em 1972, Balança Mas Não Cai passou a ser exibido na TV Tupi e só voltou à grade de programação da TV Globo dez anos depois, nas tardes de domingo A equipe era a mesma, e a produção, de José Carlos Santos. Paulo Silvino, que já havia substituído Augusto César Vannucci em alguns programas da primeira fase, era o apresentador. O desenhista Juarez Machado também foi o responsável pelos cenários surrealistas do programa No quadro estrelado pelo ator Luís Alves Pereira Neto (o Ferrugem), por exemplo, o cenário era decorado por lápis gigantes espalhados pelo espaço. Na casa da personagem Dona Iaiá (Ema D’Ávila), os móveis eram imensos, com cadeiras e mesas de três a cinco metros de altura.
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99 - A "FEBRE" DAS FOTONOVELAS NOS ANOS 70
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Fotonovelas são novelas em quadrinhos que utilizam, no lugar dos desenhos, fotografias, de forma a contar, sequencialmente, uma história. No Brasil, as fotonovelas tiveram um mercado cativo por mais de 25 anos, entre os anos 1950 e 70, representando a idéia de uma imprensa popular feminina, com milhões de leitores de histórias publicadas em revistas com grande circulação nacional. A primeira revista de fotonovela publicada no Brasil foi "Encanto", pois embora "Grande Hotel" circulasse desde 1947, só em seu nº 210, de 31/07/1951, publicou a primeira fotonovela, intitulada "O primeiro amor não morre" O primeiro número de "Capricho" circulou em 17/07/1952. Nos anos 1970, mais de 20 revistas de fotonovelas chegaram a circular no Brasil, publicadas por várias editoras: Bloch, Vecchi, Rio Gráfica, Abril e Prelúdio, sendo que, na época, ao contrário das demais editoras que importavam as fotonovelas da Itália, a Bloch produzia suas fotonovelas no Brasil, com a revista "Sétimo Céu". Em pesquisa de 1974, as revistas de fotonovela só eram superadas, em venda, pelas revistas de quadrinhos infantis A revista "Capricho", da Editora Abril, era na época a mais vendida (média quinzenal de 211 400 exemplares), perdendo apenas para "Pato Donald", "Mickey" e "Tio Patinhas" (cada uma com uma média periódica aproximada de 400 mil exemplares). Em 1975, o Instituto Verificador de Circulação analisou a receptividade que as revistas de fotonovelas tinham em todo o país, na venda avulsa A revista "Capricho" vendia quinzenalmente 273 050 exemplares, sendo que possuía, em todo o país, apenas três assinaturas. Com fotonovelas italianas, "Capricho" também vendia em Portugal e colônias ultramarinas, num total de 11 186, com apenas um assinante, anônimo Super Novelas Capricho, com circulação quinzenal, vendia 104 903 exemplares, com apenas dois assinantes no Brasil, "Ilusão" vendia quinzenalmente 108 319 exemplares, e "Noturno", com venda mensal de 72 007. FRANCO GASPARRI. O ator mais famoso de fotonovelas na época era conhecido como Franco Gasparri, nome real, Gianfranco Gasparri nascido em Senigalia, Itália, em 31/10/1948 Filho de Violetta Pernini e Rodolfo Gasparri (não era o verdadeiro pai de Franco, o pai de Franco gasparri o abandonou quando criança) pintor, desenhista, cartunista de grande talento e responsável por muitos cartazes de filmes famosos da década de 50 Daí, talvez a paixão de Franco pelo cinema. Tinha um irmão: Franco Júnior Praticava pesca subaquática, equitação e futebol Casou-se com Stella e assumiu sua filha Anbra com todo amor Tiveram mais duas filhas: Stellina e Luna A vida de homem rico, lindo, famoso, esportista, saudável e talentoso, foi brutalmente interrompida em 04/06/1980 em um acidente de moto Franco tinha 31 anos (completaria 32 em outubro) Em uma entrevista sobre o acidente ele conta que acordou no hospital após um mês entre a vida e a morte. Ficou quase um ano no hospital Seu desespero foi tamanho que pensou em morrer, teve depressão profunda e só se reanimou por causa do carinho da mulher, da família e dos fãs de todo o mundo que lhe enviavam milhares de cartas de encorajamento Em 1985 voltou a trabalhar na LANCIO mas só respondendo a cartas de fãs. Não ficou muito tempo Segundo o relato do irmão, Franco não se tornou um homem triste, ao contrário, tentou viver a vida da melhor forma apesar de todos os reveses por que passou Mesmo em cadeira de rodas, procurava ir ao estádio ver os jogos da Lazio, participar com amigos de pescarias em Senigaglia, sua terra natal, onde ficava 3 meses por ano. Seu irmão largou tudo para cuidar de Franco O pai faleceu um ano após do acidente, depois Stella, a esposa, adoeceu e também morreu, em 1994 Em março de 1999 foi a vez dele próprio, vítima de insuficiencia respiratoria Sua saúde ficou muito debilitada pela paralisia Com os anos ele ganhou peso, perdeu todo o cabelo, ficou inchado pela medicação. CLÁUDIA RIVELLI. A atriz Claudia Rivelli nasceu em Roma no dia 16 de junho 1950 Claudia é irmã de Francesca Rivelli, também foi atriz da Lancio por alguns anos, mas tornou-se famosa no cinema com o nome de Ornella Muti Claudia recusou diversas propostas de cinema, inclusive o filme que lançou sua irmã "La moglie più bella" cujo papel era, na verdade, destinado a Claudia, e que levou Ornella a tornar-se uma estrela internacionalmente famosa. Claudia, na primeira metade da década de 70, mudou-se para a Espanha (para estar ao lado da irmã e da mãe) e lá conheceu seu primeiro marido, um produtor espanhol com quem se casou em janeiro de 74 Ela teve um segundo casamento com Paolo Leone, um dos três filhos do ex-Presidente da República da Itália, Geovanni Leone. Permanece casada com Paolo com quem tem dois filhos: Luca Maria e Giovanni Cláudia interpretou um total de 437 fotonovelas, sendo protagonista em 391 e em apenas 46 não foi a atriz principal. Ela atuou nas fotonovelas até 1983. MICHELA ROC. Michela, de naturalidade italiana (1941), é filha de pintor e dona de casa Passou a fazer fotonovelas em 1961 Casou-se com o advogado Edoardo d`Elia e tiveram um filho Faleceu em 29 de abril 2013. ATORES BRASILEIROS DE FOTONOVELAS. Rose di Angelis, Marie Luise Indrik, Elisângela, Vandean Pereira.. ATORES ITALIANOS DE FOTONOVELAS. Franco Gasparri, Franco Dani, Franco Andrei, Michella Roc, Rosana Galli, Katiuscia, Marina Coffa, Sandro Moretti, Jean Mary, Carletto, Claudia Rivelli, Adriana Rame, Claudio De Renzi, Gianni, Vannicola, Alex Damiani, Sebastiano Somma(Chris Olsen), Alessandro Inches, Franco Califano, Ornella Pacelli, Maurizio Vecchi, Gioia Scola, Barbara De Rossi, Francesca Dellera, Luc Merenda, Kirk Morris, Ivan Rassimov, Renato Cestiè, Pascal Persiano, Maura Magi, Luciano Francioli, Claudio Aliotti, Marina Santi, Gianfranco de Angeli, Francesca Rivelli (Ornella Muti), Massimo Ciavarro, Antonio Migliacci, Emanuela Sala, Paola Pitti, Isabela Savonna, Maria Antonietta, Susie Sudlow, Isabela Ferrari, Simona Pelei, Max Delys, Anna Zoli, Raika Júri, Ricardo Bonacchi, Robert Gligorov, Wendy D`Olive, Mircha Carven, Christina Belfiore, Rosalba Grotessi.
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100 - O CASO VARGINHA: O DIA EM QUE O BRASIL ENCONTROU UM ET? UM DOS MAIORES MISTÉRIOS UFOLÓGICOS DA AMÉRICA LATINA
Fonte: Compilado de fontes públicas, licenciadas
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Em janeiro de 1996, a cidade de Varginha, no sul de Minas Gerais, se tornou palco de um dos casos ufológicos mais intrigantes do mundo. O suposto contato com seres extraterrestres chocou o Brasil, gerou reportagens internacionais e até hoje alimenta teorias da conspiração, debates científicos e documentários. O que realmente aconteceu naquele dia? Teria o governo brasileiro capturado uma criatura de outro planeta? Ou tudo não passou de uma grande confusão?

📍 O início do mistério

No dia 20 de janeiro de 1996, três jovens — Liliane, Valquíria e Kátia — relataram ter visto uma criatura estranha em um terreno baldio no bairro Jardim Andere. Segundo os relatos, o ser media cerca de 1,60 m, tinha a pele marrom oleosa, olhos vermelhos brilhantes e cabeça desproporcionalmente grande. Assustadas, correram para casa e contaram à família. Pouco tempo depois, a história se espalhou pela cidade — e logo chegou à imprensa.

🚔 Envolvimento militar e “encobrimento”

Vários moradores afirmaram ter visto movimentações incomuns de viaturas do Exército e da Polícia Militar nos arredores da cidade nos dias seguintes. Rumores diziam que uma criatura havia sido capturada viva e levada para análise. Segundo testemunhas, o Exército teria agido rapidamente, recolhido os supostos corpos e feito o transporte para a Escola de Sargentos das Armas (ESA) e posteriormente para o Instituto de Medicina Legal de Campinas (IML). As Forças Armadas negaram envolvimento, mas o silêncio oficial só alimentou ainda mais as suspeitas.

🧪 Versões oficiais e explicações céticas

O Exército Brasileiro explicou que o que ocorreu foi apenas a captura de um “morador com deficiência mental”, confundido com um ET por causa de sua aparência e comportamento. A criatura estranha, segundo os militares, seria um homem sujo e com problemas mentais, e os sons captados seriam apenas barulhos de animais silvestres. Ufólogos e investigadores independentes, porém, refutam essa versão. Segundo eles, há relatos demais, de fontes diferentes, para ser apenas coincidência.

🎥 Repercussão internacional

O caso ganhou destaque em emissoras como a CNN, BBC e Discovery Channel, e foi chamado de "o Roswell brasileiro" — em referência ao famoso caso de 1947 nos EUA. Varginha passou a receber ufólogos, curiosos e pesquisadores de todo o mundo. A cidade, inclusive, abraçou a fama, criando um monumento em formato de disco voador, eventos temáticos e até turismo ufológico.

👽 O que dizem os ufólogos?

Pesquisadores como A.J. Gevaerd (falecido em 2022), editor da Revista UFO, sempre defenderam a autenticidade do caso. Em várias entrevistas, Gevaerd afirmou que: "O Caso Varginha é real. Há provas, testemunhas e documentos que indicam um acobertamento militar." Documentos do Arquivo Nacional mostram que a Força Aérea Brasileira monitorava objetos voadores não identificados há décadas, o que reforça a possibilidade de uma investigação oficial.

📜 O que sabemos hoje?

Mais de 25 anos depois, o Caso Varginha ainda divide opiniões. Não há uma conclusão definitiva — apenas uma coleção de relatos, contradições, omissões e silêncio. Mas uma coisa é certa: algo incomum aconteceu em Varginha naquele janeiro de 1996. Seja uma visita extraterrestre, um erro de percepção coletiva ou um caso de histeria popular, o episódio permanece vivo na memória coletiva dos brasileiros.

📌 Curiosidades rápidas

A cidade de Varginha tem hoje um monumento em forma de disco voador na entrada principal. Em 2022, o documentário "Moment of Contact" do cineasta James Fox reavivou o interesse global pelo caso. O Dia Mundial do Disco Voador (24 de junho) é comemorado por entusiastas brasileiros com menção especial ao Caso Varginha.
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101 - PONTE RIO - NITERÓI A CONSTRUÇÃO DO SÉCULO.
Fonte: Wikipedia
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A Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio‑Niterói, atravessa a Baía de Guanabara, conectando o Rio de Janeiro a Niterói. Seu nome oficial homenageia o presidente Artur da Costa e Silva. Antes da ponte, era necessário percorrer cerca de 120 km ou usar balsas.

O projeto foi idealizado pelo ministro dos Transportes Mário Andreazza e autorizado por decreto em 23 de agosto de 1968. O conceito remonta a 1875, mas somente em 1965 foi formada uma comissão executiva para elaborar o projeto definitivo. A cerimônia simbólica de início ocorreu em 9 de novembro de 1968, com a presença da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Philip, mas as obras começaram de fato em janeiro de 1969.

As empresas envolvidas incluíam a Noronha Engenharia, responsável pelos acessos e pela ponte de concreto, e a Howard, Needles, Tammen and Bergendorf, dos EUA, encarregada da superestrutura de aço com fundações e pilares. Os engenheiros foram Antônio Alves de Noronha Filho e Benjamin Ernani Diaz (concreto) e James Graham (aço).

O principal canteiro ficava na Ilha do Fundão (UFRJ), com outros em Niterói. A estrutura metálica foi fabricada na Inglaterra em módulos, transportada por mar e montada na Ilha do Caju por empresas como Dormann & Long, Cleveland Bridge e Montreal Engenharia. Parte do financiamento veio do banco N. M. Rothschild & Sons.

Devido a atrasos, em 1971 o contrato foi rescindido e a obra passou ao Consórcio Construtor Guanabara (Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Construtora Rabello), que finalizou a ponte três anos depois.

Durante a construção, o regime militar registrou oficialmente 33 mortes, embora estimativas não oficiais mencionem até 400 vítimas — algumas alegadamente “concretadas” nos pilares por falta de tempo para resgates.

A Ponte foi inaugurada em 4 de março de 1974 e possui 13,29 km de extensão — 8,8 km sobre a água — com um vão central de 300 m e 72 m de altura para permitir a passagem de grandes navios. Até 1985 foi a segunda ponte mais extensa do mundo e, atualmente, é a segunda da América Latina e a maior do hemisfério sul em concreto protendido. Seu fluxo diário supera os 150 mil veículos.

Desde 1º de junho de 1995, a administração da ponte está sob concessão privada. A empresa Ponte S/A (Grupo CCR) assumiu inicialmente e, em março de 2015, a Ecoponte (EcoRodovias) venceu nova licitação — com concessão de 30 anos, incluindo obras de integração viária e modernização.

Em 14 de novembro de 2022, um navio graneleiro à deriva colidiu com a ponte, causando seu fechamento temporário. O tráfego foi liberado parcialmente no mesmo dia, após vistoria que constatou ausência de danos estruturais significativos.

Em 2025 foi inaugurado o Memorial Ponte Rio-Niterói, localizado na Ilha da Conceição, em Niterói — um espaço com documentos, fotografias e registros que narram a história da obra.
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